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Almas velhas

Slow living, tal como a vida deve ser, com base na vivência com um marinheiro, uma saudosa alma velha que mudou a minha.

24 de Outubro, 2017

Inspiração

Monica

Já se viram a mudar completamente de vida, não interessa o porquê, e sentirem falta do que ficou para trás?

Já olharam tão para trás e viram que se tivessem ficado onde estavam, não tinham conseguido estar aqui agora?

Já sentiram necessidade de renovar a vossa vida, começar de novo, para terem "aquele feeling" novamente?

Sabem o que vos faz feliz?

 

Decidi dar-vos um pouco de inspiração.Todas as mudanças são inspiradas em necessidades e, normalmente, em mudar do negativo para o positivo. O que é bom. Mas e se estiver tudo no positivo e decidimos mudar? Tudo bem. Não precisam de seguir ditados e só mudarem se algo estiver mal. Porque quando já está mal é sinal que já passou do limite. Naturalmente, aí a mudança vai saber-nos a mais que uma vitória, mas e se renovarmos o que está ainda bom? 

Gostava de vos dar alguns conselhos, que funcionam para mim.

 

Me, myself and I

Eu conheço-me. Como ninguém. E eu penso que se alguém me conhecer melhor que eu própria, significa que algo está mal. Aprendi a superar alguns complexos e a gostar de mim. Gosto de estar sozinha com os meus pensamentos e isso não me assusta. 

Eu não acredito que as pessoas mudem mas sim que nos descobrimos e nos adaptamos. E ao longo destes anos, aprendi que vou viver muito tempo comigo e aprendi a gostar de mim, a superar os medos, a organizar-me mentalmente para que ande bem e viva bem. Acho que isso é o mais importante. Se começamos a desleixar-nos conosco, o resto do nosso mundo, segue.

 

Gostava de estar noutro sitio

Dei por mim no outro dia a pensar que não quero estar aqui. Que posso bem estar a meio da minha vida e que quero fazer tanta coisa. Mas também olho para trás e já fiz a maioria das coisas que estavam na minha lista e isso deixa-me mais calma. Então decidi fazer um plano de 2 anos. Passa num instante, por isso é planear e atuar. Alguns pontos são:
- Onde e como quero estar daqui a 2 anos.
- Que etapas são necessárias para que isso aconteça e o que posso fazer para realmente acontecer.
- Como vou fazer.
- Planear imprevistos previstos.
- Ajustar caso algum imprevisto mais grave aconteça.
- Fazer. Não sair do caminho.

Acho que já é um compromisso enorme (2 anos) e temos de estar preparados para isso. Já tenho tudo mentalmente pensado mas vou apontar tudo e no próximo post, digo-vos tudinho.

 

O que tenho hoje não quero amanhã

Sempre fui ruim na minha gestão de tempo. Na minha organização. Sou preguiçosa! Vamos falar a sério: Sou buéééé preguiçosa. E sei e tenho consciência disso e às vezes cedo. Cedo demasiado! Mas isso tem de mudar. Porque tenho coisas para fazer e o tempo passa. Nisto tudo descobrimos que a culpa é sempre do tempo. 

Sei que tenho coisas a melhorar e sei como melhorar mas tenho preguiça. Então vou entrar na linha, fazer uma lista e manter-me. Se me virem a desviar, tem a minha autorização para me ralharem. Aqui vai:
- Ajustar a minha alimentação (já a mudei, só preciso de alguns ajustes. Como organizar nos almoços para levar e snacks melhores em vez de bolachas).
- Continuar a treinar. Seja às 6h ou às 22h. (nota: deixar de ser engraçada. Às 6h, LOL).
- Fazer um timeline para os trabalhos da faculdade, estou a perder-me nos dias e a ficar no deadline (como sempre).
- Ajustar prioridades. (Neste momento, tese. Depois, logo se dorme.)

 

Conforme o plano de 2 anos podemos ajustar as prioridades por tempo também. "Daqui a 6 meses uma viagem. Plano para agora: dormir às 19h para não gastar luz e também é menos 1 refeição e assim já dá para ir de viagem", por exemplo. (vão também reparar que os meus exemplos são parvos e exagerados, mas é para perceberem a coisa).

 

Ver inspiração nas pequenas coisas

Por mais que haja planos, a vida é deixar-nos ir. Eu estava a brincar quando ao dormir depois. Mas a verdade é que ando super atarefada com a faculdade. Mas aproveito os dias que tenho aulas para depois tirar 1hora e lanchar com as miudas, e aproveito sempre 1hora depois de jantar para ler ou ver um episódio de há 3 temporadas atrás. 

Apesar de querer que seja eu a controlar a minha vida, há coisas que realmente temos de deixar e dizer "hoje vou fazer isto!", porque me apetece. Não há razão para deixar de fazer as coisas que mais se gosta. Nenhuma. E eu ralho quanto ao tempo mas fazemos do tempo o que quisermos. Já temos a noção dele. Lá está...preguiça.

 

Inspiração também vem de amores

Há alturas em que lavamos a vista e pensamos "se não fosse eu casada e mãe de filhos". Sim, acontece a toda a gente. E faz-nos bem ao ego, à saúde, sorrimos feitas parvas e coiso e no final, ou fazemos alguma coisa ou deixamos a coisa e voltamos ao mundo.

Na minha opinião, as coisas não precisam de ser de extremos. Aproveitem as pessoas que vos fazem sentir bem, a companhia, os conselhos, as risadas... Pessoas vão e vem. E se se conhecem muito bem, sabem onde é o limite. Não quer dizer que vá descontroladamente acontecer alguma coisa.

 

Eu queria dar mais do que os conselhos que eu sigo. E, no mesmo seguimento, isto veio de um comentário de uma amiga que me disse que me dava tão bem com os rapazes que era estranho.

Pois bem, primeiro não tenho que me desculpar. Gosto de entrar nas brincadeiras deles, porque sou tão criança quanto eles (nas vezes que tenho paciência). Em segundo, sempre trabalhei mais com homens do que com mulheres. No meu trabalho anterior éramos 20 em que apenas eu e outra, éramos raparigas. O que acontece é que nós as miudas, tornamo-nos amiguissimas e eles são a nossa trupe. Tal como está a acontecer neste meu "novo" trabalho. E terceiro, o meu homem sabe o que tem nas mãos. Coitado, brincava comigo mas custou-lhe agarrar-me e levar-me debaixo do braço (ele faz esta piada). Ele é o meu mais que tudo mas há alturas em que aparecem pessoas que também me arrancam sorrisos quando não me apetece. E isso é completamente normal. 

Se também tem alguém assim, aproveitem. Torna-se uma amizade espetacular, porque acima de tudo, apreciam a companhia dessa pessoa. Por isso, sim... amores de vários tipos ajudam a ter inspiração e a motivar-nos.

 

Hobbies, coisas que gostamos de fazer e coisas que nos inspiram

Tenham hobbies! "Mas oh filha, tenho lá tempo pra isso!". Têm! Tem de ter. Tem de ter algo que façam e que não se fartem e que seja o vosso escape para o mundo. Porque a rotina torna o cérebro monótono e preguiçoso e precisamos de outras coisas para nos inspirar. 

Eu gosto de desenhar, de ler, de fotografia e de decoração. Gosto de fazer coisas tipo bricolage, DIY e coisas assim. A minha maneira de relaxar é editar fotografias ou ver coisas de decoração para encher os meus boards do pinterest. Tenho uns patins que ando de ano a ano... mas ando! 

Façam coisas diferentes mas dentro da vossa "normalidade". Não têm nem querem dispender tempo e dinheiro numa coisa diferente? Substituam algo que já façam por algo diferente, às vezes nem precisa de ser caro. Quando o tempo está bom, deixo o carro em casa e vou de comboio. Assim posso ler ou ouvir música e observar (o tipo mirone do transporte publico). 

Agarrem na vossa metade da laranja, limão ou naquela amiga que só se falam por whatsapp e vão dormir fora. Uma noite! Ponham a conversa em dia e jantam e saem da "normalidade". 

Existem muitas maneiras de fazer diferente nas nossas vidas. Aproveitem tudo e todos e encontrem o que vos faz feliz. 

 

(p.s. - isso também inclui desligar o telemóvel durante as refeições ou abolir televisão do quarto.) 

Sejam criativos e contem-me tudo!

 

 

18 de Outubro, 2017

Fogos, vidas e pipocas

Monica

É provável que o meu pensamento não vá de encontro a outras opiniões. Mas isso é que distingue as pessoas. 

Na sequência destes eventos catastróficos, não posso deixar de estar revoltada... com o estado: que tem o poder de controlar e prevenir de forma mais eficaz (pode não haver um método 100% eficaz mas sem uma experiência de tentativas nunca saberemos). Prevenção. Falam-nos sempre de prevenção e não existe.

Com o MDN e o MAI que nos fazem contratos de 6 anos (aos militares) formam-nos, incluindo para situações como estas que temos vivido e depois descartam-nos como fósforos queimados (desculpem o meu humor!). E nós, militares na disponibilidade, que temos capacidades, formação e estamos qualificados para tal, termos de ficar no sofá a ver as pessoas a morrer e o país a arder. 

Estou revoltada com as pessoas que elas próprias não fazem prevenção (existe culpa no comodismo e no pensamento português "isto nunca me vai acontecer"), não exigem formação, e em vez de manifestações poderíam fazer ensinamentos de SBV (suporte básico de vida), combate a incêndios, como agir em caso de acidente (qualquer tipo de acidente), mas não o fazem. 

Sendo militar nesta situação, só sinto vergonha. Vergonha de sermos descartados das nossas missões e das nossas qualificações. Eu fui por amor à camisola e trataram a minha camisola como um emprego que não há renovação de contrato. 

O militar é uma coisa que existe em mim. Faz parte de mim. E não deixarem exercer deixa-me tão revoltada como uma criança presa a uma cadeira a quem não deixam brincar. Ou pior. Não consigo descrever.

Neste momento, estou apenas a louvar os hospitais por acolherem os feridos, as pessoas que se ajudaram mutuamente e as iniciativas de plantar árvores. Espero que depois desta batalha as pessoas percebam que estamos todos a trabalhar para o mesmo: viver.

Deixo aqui o relatório de análise e apuramento dos factos relativos aos incêndios que ocorreram em Pedrogão Grande e outras áreas, entre 17 e 24 de junho. Sei que é imenso mas se lerem o sumário executivo já compreendem o que se trata. Concordo a 100% com isto.

15 de Outubro, 2017

Eu acredito

Monica

Vou dar uma de Martin Luther King. Be aware.

 

I have a dream.

 

Eu acredito que conseguimos mudar o mundo. Mudar para que seja mais sustentável, mais limpo, mais justo e que as pessoas se juntem umas pelas outras sem racismos ou julgamentos. Acredito que conseguimos mudar, mas também acredito que as pessoas não queiram mudar. 

Já conheci histórias de pessoas que estavam em situações que bastava um passo em frente e a coragem de dizer "basta!" e nada fizeram. Sabiam que a vida estava má, que não era aquilo que queriam mas não mudaram. Porquê? Medo da mudança? Medo de represálias? Medo do desconhecido? Não sei bem.

Eu nem sempre fui corajosa. Quando era mais pequena tinha medo da dor. Tinha medo de dizer coisas que não fosse o que as pessoas queriam ouvir. Tinha medo que me agredissem. Tinha medo do escuro quando estava sozinha. O que mudou?

 

Na verdade não sei bem. Mas sei que superei o medo da dor, durante a recruta. Descobri que se respirar fundo e me concentrar na dor que ela não é tão intensa. Descobri que o meu corpo aguenta mais do que algum limite que já o levei. Descobri que posso mudar drasticamente a minha vida e não ir para pior. Descobri que gosto de conclusões e de provas fundamentadas, não acredito só porque toda a gente acredita, não sigo porque é moda.

 

Não acredito em metade das pessoas mas ainda acredito nelas. Confuso?

 

Acho que chegamos a um certo ponto da vida e ativamos o nosso "achómetro". 

"Acho que devia ter feito isto." 

"Acho que devia ter dito algo."

"Acho que devia ter ido (ou ficado)."

Mas nem sempre tomamos as decisões baseadas em algo palpável ou tangível. Mas devemos conhecermo-nos melhor que ninguém e saber quais são os nossos limites, medos, receios e saber que podemos ultrapassar isso e encontrar maneiras para o fazer.

 

Sei que o psicológico tem um poder enorme sobre nós e muitas vezes influenciado pelo social. Mas quem muda isso ou simplesmente não se deixa levar, o que faz essa mudança?

Sei que é um assunto sensivel, cada um é como é, mas por vezes não consigo entender certas reações.

 

Vida saudável alimentar

Toda a gente tem a noção das suas escolhas alimentares. Nem que seja a olhar para análises clinicas ou simplesmente a olhar para o prato do lado. A mudança é complicada e se for extrema, pode até causar problemas. Mas se não estivermos bem, porque não mudar?

O que faz as pessoas dizer "eu devia comer mais verduras" ou "eu sei que devia beber mais água" e não ajustam para mudar? Pelo meu entendimento (que pode estar certo ou errado) é a comodidade. "Sempre comprei isto e fiz estas comidas e nem sei onde nem como posso comprar outro tipo de comida nem como fazê-la." ou "Nem estou para me chatear, para a semana vejo isso."

 

 

Vida saudável psicológica

Tenho pessoas chegadas que sofrem de algo que não chega a ser depressão (ou talvez chega a ser algum tipo)  mas também não é comodidade. Elas ficam tristes e levam uma vida super sedentária e isolada e se alguém intervém dizem apenas "tens razão, devia começar a fazer isso". O que ainda não percebi é quão fundo uma pessoa tem de ir para perceber que a vida que levam tem de mudar para elas próprias se sentirem bem. 

Qual é o limite para entenderem? Um internamento? Um susto? Um puxão de alguém que não quer ouvir "não" e obriga a pessoa a fazer coisas diferentes até perceber que tinham razão? Ou simplesmente não se importam com o estilo depressivo que vivem, é a maneira delas?

 

Vida saudável social

Dou por mim a dizer ao patrão (o meu namorado) que não quero ver tv ou estar na internet e quero sair, andar de patins ou fazer uma caminhada num trilho ou almoçar na praia. E não quero registar isso. Quero aproveitar, desligar o wifi, silenciar o smartphone, por vezes até desligá-lo por completo e aproveitar. Respirar fundo, conversar, rir e olhar as pessoas que estejam em volta. 

E olho as pessoas e vejo selfies, publicações, smartphones, boomerangs...e nada de socializarem naturalmente, sem messenger nem chats.

Eu nasci numa época que não havia computadores. Os trabalhos faziam-se à mão, escritos ou para avisar que ia brincar com a amiga tinha de ir a casa. Tive o meu primeiro telemóvel aos 14. E porque a minha madrasta insistia que tinha de estar comunicável. Lembro-me de nunca usar aquilo. Quando nessa altura toda a gente começava a ter computador, eu fazia trabalhos na biblioteca porque era caro comprar um e não achava que servisse para muito. Nunca tive um pc de secretária, com aquele monitor gigante e torre debaixo da secretária. Comprei o meu primeiro portátil, tinha 19 anos, com o meu dinheiro. Hoje sou mais digital que tradicional, maioritariamente porque trabalho nisso mas dei por mim a reduzir o numero de redes sociais que tenho no smartphone.

Estamos a perder o verdadeiro valor da comunicação.

Então Mónica, tens smartphone? Andas ai a pregar aos peixes para nada. Ainda por cima estás aqui a escrever na internet (dizem vocês) Pois é... posso dizer que faço a maior parte das coisas online. Tenho redes sociais como toda a gente. Mas tenho redes que só uso no trabalho, onde consulto as minhas coisas e as dos projetos que estou. E tenho a completa noção que se ficasse sem smartphone 1 dia que ia sentir falta. Mas estou a tentar ser menos dependente quanto a coisas banais como isso.

 

Decidi escrever este post com base no propósito em que este blog foi construido: breaking habits. Mudar hábitos, reconhecer e mudar o que não está bem. 

Estou a passar pela minha própria mudança. Seja em que campo for. Tenho completa noção de quem sou e do que sou capaz. Tenho noção de quando exagero e preciso de pedir desculpa, de quando um assunto não me interessa e mostro o meu descontentamento, porque acho que devemo-nos conhecer bem e ser sinceros. Acredito num mundo em que todas as pessoas se aceitam como são e aceitam os outros. Acredito num dia em que não nos apetece ouvir ninguém e dizemos isso sem ter "medo" de magoar a pessoa. Que dizemos o que nos vai na alma e mesmo que não concordem, haja uma conversa civica e honesta sobre isso. Quando alguém age mal que tenham a coragem de dizer "não gostei do que fizeste porque..." e que haja compreensão dos dois lados.

Estou à espera de um mundo em que duas amigas tem este diálogo:

- Estou com outra pessoa.

- Ok.

- Não me vais dar na cabeça porque ainda agora sai de uma relação, e em 2 meses, já moro com outro?

- Estás feliz?

- Sim.

- Ok. É o que interessa. Aproveita isso.

- E se não funcionar desta vez também?

- Enquanto estiveres bem, funciona. Quando não funcionar, diz e vamos comer um gelado.

 

Imagino um mundo assim. 

 

(Já tive esta conversa. Sim, eu sou a pessoa que se está a barimbar para a vida dos outros.)

 

 

14 de Outubro, 2017

tic tac

Monica

De certeza que já deste por ti a pensar "queria ter feito tanta coisa hoje e nem metade consegui" ou "o dia passa tão rápido que não tive tempo para nada".

Gabamos sempre a agilidade que outros tem de fazer as coisas e nem reparamos que podemos otimizar o nosso tempo. Organização é a chave para qualquer boa gestão do tempo. Não só nos obriga a ter limites como nos é imposto que façamos as coisas no timing certo.

Nem sempre é fácil bem sei. Há dias preguiçosos, há dias sem paciência e há aqueles dias que somos folhas atiradas ao ar e a dizer "f*ck this shit". Mas existem pequenos aspetos que nos permitem viver melhor, organizar-nos melhor e mesmo que não seja sempre, sabemos que é sempre possivel. Deixo-vos aqui alguns truques:

Deitar cedo e cedo erquer

Está bem, está - dizem vocês. Pois eu adaptei a minha vida para me deitar cedo. Nem sempre é possivel, é certo mas sei o que tenho de fazer quando é necessário. Não consigo funcionar bem se não dormir certas horas, sinto-me cansada e que o dia nunca mais passa. A história do "no fim de semana" descanso para mim não funciona. Basta deitar 15 a 20 minutos todos os dias e parece que já dormimos imenso.

Organizar a casa

"Oh sim, tenho mesmo tempo para limpar a casa todo o santo fim de semana". Pois, nem eu. Mas ver as coisas semi feitas já é meio caminho andado para andarmos mais aliviadas e parece que temos mais tempo disponível para outras coisas. Lavar a loiça logo a seguir às refeições, deixar a casa de banho limpa depois de usar, dobrar a roupa depois de a usar, mesmo que não se arrume logo, mas evitar aquelas pilhas enormes até ao fim de semana, são pequenas coisas que fazem a diferença quando chega a altura das limpezas.

Planear

Escreve. Aponta. Rabisca. Sei lá, usa o método que funcionará contigo mas deixa em algum lugar apontado o que tens para fazer. Eu usava o evernote para tudo. Entretanto percebi que havia coisas que me esquecia de lá ir, ou não sabia qual o notebook, ou qual a tag. Então decidi organizá-lo para a faculdade, apontei que tags faziam sentigo, que notebooks precisava e tenho tudo organizado. Nos anos, a minha madrasta ofereceu-me uma agenda em papel. Olhei e pensei "yah!". Mas tenho a dizer-vos que o que tenho para fazer numa base diária escrevo lá e funciona. E estou, surpreendentemente, mega organizada.

Dividir o dia

Sei que muitas pessoas não tem a sorte de ter flexibilidade ou isenção de horários. Eu tenho flexibilidade de entrada e saída porque trabalho com projetos, então conforme o que seja preciso fazer posso estar mais ou menos tempo alocada a uma projeto. Como não sou obrigada a chegar às 9h e a sair às 17h (é sempre mais), faço o meu dia. Se tiver reuniões faço a gestão em torno disso, ou das aulas, ou de algum compromisso mais importante. Tirando isso, tento sempre ir mais cedo para evitar o trânsito, tratar de tudo e sair mais cedo quando tiver tudo despachado. Para quem não tem essa vantagem ou sente que precisa de horas e obrigações para ser produtivo, também pode ajustar isso.

Relax

Não esperes pelas férias para descansar. se possível, uma vez por semana, saí mais cedo. de 2 em 2 semanas vai jantar fora a algum lado ou se tiveres varanda aproveita isso. Prepara no dia anterior o jantar do dia seguinte, demora menos tempo e tira um tempo para por aquela série em dia, ler um livro ou tomar um banho mais longo.

Espero que tentem organizar tudo para que nada vos escape e tenham a mente mais calma. O stress é um dos principais fatores de algumas doenças.

 

Vou dar-vos aqui o meu exemplo do meu dia mais atarefado, neste momento, a quinta-feira:

Na quarta feira tento deitar-me mais cedo. Mas nada é certo. Mas tento. Levanto-me às 7h15 e como tenho sempre o almoço para levar preparado no dia anterior, espero sempre sair por volta das 7h50 que acontece na maioria das vezes. Vou para Lisboa mas pela autoestrada. Pago portagem mas chego ao escritório em meia hora o que rentabiliza imenso o meu tempo, sem que pense que não valia a pena levantar-me muito cedo. Como tenho aulas às 19h, levo sempre algo mais para comer, para além do almoço. Odeio andar carregada com 300 000 coisas mas como vou de carro, aproveito isso e levo roupa mais quente e ténis para mudar antes de ir para as aulas.

O meu escritório fica a 20min da minha faculdade, já a contar com tempo de arranjar estacionamento, por isso, posso adiantar sempre mais trabalho, quase até à ultima. Saiu às 22h40 das aulas e sigo para casa, tipo zombie mas, como já fiz horas a mais no dia anterior, na sexta feira, só me levanto às 8h.

 

Vocês são organizados? Tem algum método que seja infalivel na vossa gestão de tempo?? Contem-me coisas :)

05 de Outubro, 2017

Chapters & Scenes #1 - Girl Bosses

Monica

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Esta semana, sai o primeiro artigo para o projeto Chapters & Scenes e falamos de Girl Bosses. Quem mais poderia falar sem ser de Lorelai Victoria Gilmore?
 
A série "Gilmore Girls", passada na mítica cidadezinha de Stars Hollow, conta a vida de Lorelai Gilmore, uma jovem que nasceu no meio da alta sociedade e que se recusa a fazer parte das aparências e vivências dessa mesma sociedade.
Criada nesse meio, ela contradiz e contrafaz o que lhe foi ensinado pelos pais, Emily e Richard Gilmore, e segue o seu próprio rumo. Depois de se pôr de parte das cerimónias, imposições e comportamentos que o mundo onde ela nasceu lhe impôe, Lorelai engravida do namorado aos 16 anos e, obviamente, onde toda a gente acha que ela iré seguir o protocolo: casar e criar a filha naquele mundo.
Após a sua filha nascer e de ter dado o seu nome à filha - sendo também Lorelai (tratada por Rory), ela liberta-se daquele mundo com que não se identifica e foge de casa, acabando por criar toda uma nova vida para ela e para a filha, numa cidade afastada de onde nasceu, começando como criada e subindo até ser gerente de um hotel.
Lorelai criou a filha para ter a liberdade de se expressar da maneira que achasse melhor e para ter uma opinião definida, ao contrário do mundo de onde saiu, onde maneiras e costumes eram impostos.
 
 
Esta minha sugestão para este tema "girl bosses" é esta emblemática mulher que acredita que a vida é mais que sorrir para todos e fingir aparências. Sabendo que não foi feliz nesse mundo, ela cria uma nova vida do zero, com a sua filha e acaba por ser uma inspiração de luta e vive por aquilo que acredita, da maneira que a faz mais feliz. Com um humor sarcástico à mistura, que é na verdade umas das minhas coisas preferidas, e algumas histórias com a filha, que nós mesmas nos identificamos, ela não impede que a filha entre na vida que ela saiu, ela dá o seu exemplo como aviso e tenta respeitar as suas vontades sempre, tal como a criou.
Esta é das minhas séries favoritas. Pelo humor negro e piadas, pelas lições e pela maneira que a liberdade é interpretadas e julgada em mundos tão perto um dos outros e tão diferentes. Pela necessidade que Lorelai tem em expressar a sua opinião, seja ela positiva ou negativa.
 
Apesar de ser uma personagem fictícia, não deixa de ser uma inspiração. E acima de tudo, pela situação de mudar a vida pela filha, que acabou de nascer, e é interpretada tanto como sendo um ato corajoso como imprudente. Mas não deixa de nos deixar pensar: teria eu a força e a coragem de largar toda a riqueza e conforto, onde não se foi feliz, num momento fragilizado, para criar uma criança num mundo que achamos melhor?
 
E nisto, mesmo que teremos coragem para mudar, qual é a melhor altura? 
 
 
Pessoalmente, acho que as pessoas tem uma força incrivel de mudar o mundo. Quem é o vosso ídolo? Porquê? Porque deu um passo em frente? Porque fez-se ouvir?
 
As super mulheres que conhecemos e consideramos girl bosses, sendo fictícias ou não, tiveram a coragem de dizer "basta!" e de dar um passo em frente para melhorar algo. Neste caso em concreto, eu louvo a minha personagem pelo facto de procurar a felicidade, para ela e para a filha. Uma chance para mudar. 
 
Eu tenho um humor estranho. E acho que essa é umas das coisas que adoro na Lorelai. Fica aqui uma das pérolas de Lorelai (senão acharem piada, eu avisei sobre o humor estranho).