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Almas velhas

Slow living, tal como a vida deve ser, com base na vivência com um marinheiro, uma saudosa alma velha que mudou a minha.

08 de Fevereiro, 2019

Daily echo

Monica

Senta aqui. Vou contar-te porque mudamos. Porque queremos mudar e porque sentimos necessidade de estar sempre em movimento. Vou contar-te porque sou acelerada e porque quero parar. 

Mudar para quê?

 

A vida era demasiado corrida. Começava uma coisa, via outra pelo canto do olho e saltitava de tarefa em tarefa, sem nunca terminar o que realmente tinha começado. Chegava alturas que via coisas terminadas, mas podia ter feito tão melhor! 

Na esperança que pudesse ter um compromisso sério, que pudesse melhorar ao longo do tempo, que pudesse dizer "mais vale feito, que perfeito" o Daily Echo nasceu.

 

Nasceu para ajudar a relatar a mudança de hábitos, uma jornada, mas depois de algum tempo, começou a ser um amigo que oferece o ombro quando precisas. Que cala quando queria gritar e, principalmente, que no final nos dá um abraço, quando estamos encharcados em lágrimas e o mundo nos parece turvo. O Daily Echo tornou-se um confessionário para saudades do meu velho marinheiro, tornou-se a voz da personalidade que a minha velha alma me ajudou a talhar. E assim, depois de algum pensamento, soube que não consigo apenas falar de mudanças sem falar da sua origem. 

 

Slow living é um termo muito abstrato. Tal como minimalismo. Cada pessoa dá o valor que quer às coisas e significa coisas diferentes para pessoas diferentes.

 

Então o Daily Echo orientou-me para que agora o 'Almas velhas' se torne na minha jornada de desacelerar, e cumprir o objetivo principal: voltar a aproveitar a vida, tal como tinha com o meu velho marinheiro.