Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Almas velhas

Slow living, tal como a vida deve ser, com base na vivência com um marinheiro, uma saudosa alma velha que mudou a minha.

Tira-me dos rascunhos

Vinha aqui escrever sobre a  nova série na Netflix com a Marie Kondo, que não aguentei nem 2 episódios, apesar de ter gostado dos livros e de ter tido alguma influência na minha visão das coisas, mas depois percebi que esse post ficou por aqui, nos rascunhos, durante quase 2 semanas. 

Depois vi um artigo, sobre o número de rascunhos com data de 2018 à espera de serem publicados em blogs SAPO e aí lembrei-me do artigo que tinha nos rascunhos.

 

Normalmente, não deixo nada nos rascunhos. Há ocasiões que deixei porque não conseguia mesmo acabar de escrever, por falta de tempo, mas quando tenho vontade a escrita sai-me e flui, e a função "rascunhos", fica ali, orgulhoso de mim. 

 

Depois lembrei-me que fazemos isso com algumas coisas da vida: queremos fazer, ir, ver e, por alguma razão ou até mesmo sem razão aparente, fica ali pendente, nos rascunhos, a pairar a decisão de fazer ou não. 

 

O mais impressionante é que pensamos imenso sobre resoluções no início de um novo ano, sobre o que andamos a fazer da nossa vida, durante o acontecimento de uma tragédia, mas há decisões que deixamos a pairar no tempo, por causa de...?

 

Penso muitas vezes sobre a minha zona de conforto: o que é, qual é, onde é e se não é mais uma zona de isolamento. Porque não mudamos um hábito, se sabemos que a atitude atual não é a mais saudável; Porque não saimos de uma situação que nos é desconfortável e prejudicial?; Porque temos tanto medo da palavra "não"? 

 

Já senti medo de ir em algumas situações. Já senti medo de aceitar. Já senti medo de mudar. Mas também já fui, já aceitei e já mudei. E por isso, a pensar ainda nos posts dos rascunhos, decidi que se a minha primeira intuição é ir, eu vou. Se é escrever, eu escrevo. Se é lutar por algo, eu luto. 

 

E com isto, gostava de saber, quantas publicações tem vocês em modo "rascunho"? Quantas decisões? 

Quantos livros para ler? Quantos sítios para ir?

 

Quantas pessoas para rever e amar?

 

 

4 comentários

Comentar post